Produção de leite no outono

No outono, período em que as chuvas e o calor diminuem, a produção de forragem e de leite sofrem as consequências desta estação do ano e há uma redução nos sistemas de produção a pasto.

Esta possível quebra acontece pela transição do tipo de alimento forrageiro e pela mudança no manejo dos animais, independente dos estoques de alimentação de inverno. Mudanças de alimentos para ruminantes representam uma nova adaptação da população microbiana no rúmen, o que requer tempo. Por isso, confira algumas estratégias de manejo para minimizar os efeitos da transição neste período:

Observação da produção da pastagem: no outono a produtividade da forragem diminui drasticamente e a planta inicia o processo de florescimento. Portanto, ocorrerá neste momento estratificação de qualidade e produtividade dentro de uma mesma área de pastejo rotacionado, independente do seu tamanho. Por exemplo, se os animais estão distantes de um determinado piquete e houver queda brusca de temperatura, a planta reage emitindo o pendão e a inflorescência. Quanto mais tempo os animais demorarem para chegar naquele piquete por terem muitos outros a serem consumidos antes, maior será o espessamento do pendão. Uma alternativa também é apressar a passagem dos animais na área e/ou aumentar temporariamente a carga com vacas secas e novilhas.

Observação do comportamento animal: se acontecer a diminuição na oferta de forragem, os animais param de pastejar mais cedo, procuram sombra ou tendem a se concentrar próximos das porteiras de saída dos piquetes antes do horário de abertura das mesmas. Quando isso acontece, as vacas devem ser transferidas de piquete imediatamente ou encaminhadas para locais onde disponham de alimentos no cocho. Na verdade, antes da alocação dos animais, a quantidade de pasto disponível em cada piquete nesta época deve ser bem mensurada para se evitar que durante a madrugada falte alimentos. Subdivisão das vacas em mais de um piquete pode resolver o problema.

Fonte: http://lebct.com.br/e0726

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