Período seco: excelente para tratamento de mastite subclínica

O período de secagem consiste na fase de descanso da glândula mamária, estágio de extrema importância para a saúde da glândula mamária e para a preparação para a próxima lactação, sendo que, a ausência deste representa perda futura de produção de leite.

Estudos realizados para avaliar a duração ideal do período seco para melhor eficiência de produção de leite mostraram que o tempo ideal varia de 45 a 60 dias, sendo que, a redução ou aumento podem levar à diminuição da capacidade produtiva do animal na próxima lactação.

Além do descanso fisiológico da glândula mamária, o período seco pode ser uma excelente oportunidade para tratamento de mastites subclínicas do rebanho, pois alguns animais chegam ao momento da secagem com infecções intramamárias que não puderam ser resolvidas durante a lactação.

Alguns microrganismos causadores de mastite no rebanho são capazes de permanecer na glândula mamária sem que sinais clínicos evidentes sejam vistos nos animais. Uma das formas de diagnosticar este tipo de mastite é por meio da contagem de células somáticas (CCS), sendo que vacas com mais de 200.000 células/mL de leite são diagnosticadas com mastite subclínica.

Mesmo sem a presença de sinais clínicos, as infecções intramamárias subclínicas são responsáveis por prejuízos econômicos nas propriedades leiteiras. Os microrganismos que causam este tipo de mastite provocam lesões nas células secretoras da glândula mamária e geram perdas significativas de produção de leite.

A prevalência de mastite subclínica nos rebanhos leiteiros normalmente é maior do que a clínica, uma vez que, geralmente, as bactérias causadoras de mastite subclínica são contagiosas. Assim, como o produtor não vê que a mastite está acontecendo, ela continua a se espalhar entre os animais.

Um dos grandes problemas com relação a estes microrganismos causadores de mastite subclínica no rebanho é que, alguns deles, apresentam uma baixa taxa de cura por tratamentos que são realizados durante a lactação, como é o caso do Staphylococcus aureus. No entanto, a chance de cura aumenta durante a secagem, quando um protocolo de tratamento eficaz é realizado.

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