Controle parasitário em bovinos de leite

De modo geral, sabe-se que bezerros e bezerras nascem livres de parasitas internos e externos. As primeiras semanas de vida são fundamentais para ter os primeiros contatos com os desafios sanitários, incluindo os parasitas, adquiridos conforme os desafios ambientais e as condições de controle estabelecidas pelas propriedades.

É importante o primeiro contato dos animais com os parasitas, pois permite o desenvolvimento da imunidade, uma vez que sem ela eles podem desenvolver infestações incompatíveis com a vida. Por outro lado, é fundamental que se definam estratégias de controle eficientes capazes de permitir o contato com os parasitas sem que tenham o desenvolvimento comprometido e permaneçam saudáveis e produtivos durante a fase adulta.

Cada carrapato, por exemplo, se alimenta de até 3 ml de sangue, comprometendo o desenvolvimento dos bezerros, redução na produção de leite e transmissão de hemoparasitas. Em vacas com alta produção de leite os prejuízos decorrentes das parasitoses são mais expressivos, pois são menos resistentes aos parasitas do que as vacas com baixa produção.

Em relação aos prejuízos causados pelos carrapatos no Brasil, segundo dados publicados pela Revista Rural, estima-se uma perda na ordem de um bilhão de dólares por ano, sendo 40% por perdas na produção de leite, 27% pela mortalidade de bovinos, 11% sobre o desempenho reprodutivo, 9% em gastos com acaricidas, 5% pela redução do ganho de peso, 5% em juros bancários, 3% pela má qualidade do couro e despesas no controle e prevenção das hemoparasitoses.

Para reduzir os prejuízos com parasitoses em bovinos de leite é necessário definir estratégias de controle começando pelo estratégico de parasitas internos e externos nas primeiras semanas de vida. A desmama precoce de bezerras de leite favorece mais o risco de infecções em relação aos riscos dos bezerros de corte criados em sistema extensivo.

Os desafios parasitários das bezerras de leite são maiores, por isso elas devem ser vermifugadas entre os 30 e os 60 primeiros dias de vida. Animais mantidos em sistemas tecnificados como Free stall, Compost barn ou adaptações recentes reduzem drasticamente os desafios parasitários, sendo necessária apenas a vermifugação e controle de parasitas externos nos animais que saem destes sistemas no pré-parto (secagem) e no retorno ao sistema após o parto.

Fonte: http://lebct.com.br/82db1

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